domingo, 1 de abril de 2012
Adeus Mãe
ADEUS, MÃE, ATÉ UM DIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!, SEGUE EM PAZ............. FOI DIVINO, FOI MARAVILHOSO.................. EU CONVERSANDO COM VOCÊ ENQUANTO LHE VESTIA PARA TE COLOCAR NO SEU BERÇO DE MORTE. EU E VOCÊ SOZINHAS............. ATÉ CONSEGUI RIR QUANDO DIZIA - ME AJUDA MÃE, VOCÊ TA MUITO PESADA E SÓ TEMOS NÓS DUAS AQUI, COLABORE, E EU TE ARRANQUEI OS PANOS QUE TE COBRIAM, DESATEI, AS FAIXAS QUE LHE AMARRAVA AS MÃOS E OS PÉS, COM MUITO ESFORÇO E, CLARO, "SUA AJUDA" COLOQUEI SEU VESTIDO AZUL, AZUL COMO A COR DO CÉU ENSOLARADO QUE ESTAVA HOJE.!!!!!!!!!!!!, PENTEEI-LHES OS CABELOS PRATEADOS, FECHEI UM OLHO SEU QUE TEIMAVA EM PERMANECER ABERTO E EU RALHANDO COM VOCÊ - NÃO, ASSIM FICA FEIO, DEIXE DE SER TEIMOSA...... PARECIA EU A MÃE E VOCÊ A FILHA...... DEI O LAÇO DO VESTIDO, CRUZEI SUAS MÃOS E SORRI, MAS SORRI COM VONTADE AO PERCEBER QUE TINHA CONSEGUIDO LHE DEIXAR LINDA....... CHEGA MEU ETERNO COMPANHEIRO, MEU GRANDE AMOR, MEU TUDO, OLHA A CENA, SE ESPANTA COM TUDO QUE CONSEGUIMOS FAZER SOZINHAS ME ABRAÇA CHORANDO DE EMOÇÃO E ME CONFORTA E ME CHAMA DE GUERREIRA E ME DIZ VOCÊ É MIN HA MARIA.................... ADEUS MINHA FLOR, DORME TEU SONO ETERNO TRANQUILA!!!!!!!!!!!!!!! BEIJOS DA SUA FILHA........... AMANHÃ VOU SEGUIR SEU BERÇO E VOU VÊ-LO DEPOIS COBERTO DE RELVA COMO VOCÊ SEMPRE QUIS.
sexta-feira, 30 de março de 2012
O dia que o gigante teve medo
30 de março de 2012 às 10:40
Lula: “Recebi uma bomba de Hiroshima dentro de mim”
NA PRIMEIRA ENTREVISTA APÓS O DESAPARECIMENTO DO CÂNCER, LULA FALA DO MEDO DA MORTE E AFIRMA QUE AGORA QUER EVITAR UMA AGENDA ‘ALUCINADA’
Cláudia Collucci e Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que teve mais medo de perder a voz do que de morrer após a descoberta do câncer na laringe. “Se eu perdesse a voz, estaria morto.”
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que teve mais medo de perder a voz do que de morrer após a descoberta do câncer na laringe. “Se eu perdesse a voz, estaria morto.”
Um dia depois da notícia de que o tumor desapareceu, ele recebeu a Folha para uma entrevista exclusiva num quarto do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde faz sessões de fonoaudiologia.
Lula comparou a uma “bomba de Hiroshima” o tratamento que fez, com sessões de químio e radioterapia.
Ele emocionou-se ao lembrar da luta do vice-presidente José Alencar (1931-2011), que morreu de câncer há exatamente um ano. “Hoje é que eu tenho noção do que o Zé Alencar passou.”
Quase 16 quilos mais magro e com a voz um pouco mais rouca que o normal, o ex-presidente ainda sente dor na garganta e diz que sonha com o dia em que poderá comer pão “com a casca dura”.
A entrevista foi acompanhada por Roberto Kalil, seu médico pessoal e “guru”, pelo fotógrafo Ricardo Stuckert e pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.
Folha – Como o sr. está?
Luiz Inácio Lula da Silva – O câncer está resolvido porque não existe mais aqui [aponta para a garganta]. Mas eu tenho que fazer tratamento por um tempo ainda. Tenho que manter a disciplina para evitar que aconteça alguma coisa. Aprendi que tanto quanto os médicos, tanto quanto as injeções, tanto quanto a quimioterapia, tanto quanto a radioterapia, a disciplina no tratamento, cumprir as normas que tem que cumprir, fazer as coisas corretamente, são condições básicas para a gente poder curar o câncer.
Foi difícil abrir mão…
Hoje é que eu tenho noção do que o Zé Alencar passou. [Fica com a voz embargada e os olhos marejados]. Eu, que convivi com ele tanto tempo, não tinha noção do que ele passou. A gente não sabe o que é pior, se a quimioterapia ou a radioterapia. Uns dizem que é a químio, outros que é a rádio. Para mim, os dois são um desastre. Um é uma bomba de Hiroshima e, o outro, eu nem sei que bomba é. Os dois são arrasadores.
O sr. teve medo?
A palavra correta não é medo. É um processo difícil de evitar, não tem uma única causa. As pessoas falam que é o cigarro [que causa a doença], falam que é um monte de coisa que dá, mas tá cheio de criancinha que nasce com câncer e não fuma.
Qual é a palavra correta?
A palavra correta… É uma doença que eu acho que é a mais delicada de todas. É avassaladora. Eu vim aqui com um tumor de 3 cm e de repente estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim. [Em alguns momentos] Eu preferiria entrar em coma.
Kalil [interrompendo] – Pelo amor de Deus, presidente!
Em coma?
Eu falei para o Kalil: eu preferiria me trancar num freezer como um carpaccio. Sabe como se faz carpaccio? Você pega o contrafilé, tira a gordura, enrola a carne, amarra o barbante e coloca o contrafilé no freezer e, quando ele está congelado, você corta e faz o carpaccio. A minha vontade era me trancar no freezer e ficar congelado até…
Sentia dor?
Náusea, náusea. A boca não suporta nada, nada, nada, nada. A gente ouvindo as pessoas [que passam por um tratamento contra o câncer] falarem não tem dimensão do que estão sentindo.
Teve medo de morrer?
Eu tinha mais preocupação de perder a voz do que de morrer. Se eu perdesse a voz, estaria morto. Tem gente que fala que não tem medo de morrer, mas eu tenho. Se eu souber que a morte está na China, eu vou para a Bolívia.
O sr. acredita que existe alguma coisa depois da morte?
Eu acredito. Eu acredito que entre a vida que a gente conhece [e a morte] há muita coisa que ainda não compreendemos. Sou um homem que acredita que existam outras coisas que determinam a passagem nossa pela Terra. Sou um homem que acredita, que tem muita fé.
Mesmo assim, teve um medo grande?
Medo, medo, eu vivo com medo. Eu sou um medroso. Não venha me dizer: ‘Não tenha medo da morte’. Porque eu me quero vivo. Uma vez ouvi meu amigo [o escritor] Ariano Suassuna dizer que ele chama a morte de Caetana e que, quando vê a Caetana, ele corre dela. Eu não quero ver a Caetana nem…
Qual foi o pior momento neste processo?
Foi quando eu soube. Vim trazer a minha mulher para um exame e a Marisa e o Kalil armaram uma arapuca e me colocaram no tal de PET [aparelho que rastreia tumores]. Eu tinha passado pelo otorrino, o otorrino tinha visto a minha garganta inflamada.
Eu já estava há 40 dias com a garganta inflamada e cada pessoa que eu encontrava me dava uma pastilha No Brasil, as pessoas têm o hábito de dar pastilha para a gente. Não tinha uma pessoa que eu encontrasse que não me desse uma pastilha: ‘Essa aqui é boa, maravilhosa, essa é melhor’. Eu já tava cansado de chupar pastilha.
No dia do meu aniversário, eu disse: ‘Kalil, vou levar a Marisa para fazer uns exames’. E viemos para cá. O rapaz fez o exame, fez a endoscopia, disse que estava muito inflamada a minha garganta. Aí inventaram essa história de eu fazer o PET. Eu não queria fazer, eu não tinha nada, pô. Aí eu fui fazer depois de xingar muito o Kalil.
Depois, fui para uma sala onde estava o Kalil e mais uns dez médicos. Eu senti um clima meio estranho. O Kalil estava com uma cara meio de chorar. Aí eu falei: ‘Sabe de uma coisa? Vocês já foram na casa de alguém para comunicar a morte? Eu já fui. Então falem o que aconteceu, digam!’ Aí me contaram que eu tinha um tumor. E eu disse: ‘Então vamos tratar’.
Existia a possibilidade de operar o tumor, em vez de fazer o tratamento que o senhor fez.
Na realidade, isso nem foi discutido. Eles chegaram à conclusão de que tinha que fazer o que tinha que fazer para destruir o bicho [quimioterapia seguida de radioterapia], que era o mais certo. Eu disse: ‘Vamos fazer’.
O meu papel, então, a partir dessa decisão, era cumprir, era obedecer, me submeter a todos os caprichos que a medicina exigia. Porque eu sabia que era assim. Não pode vacilar. Você não pode [dizer]: ‘Hoje eu não quero, não tô com vontade’.
O senhor rezava, buscou ajuda espiritual?
Eu rezo muito, eu rezo muito, independentemente de estar doente.
Fez alguma promessa?
Não.
Existia também uma informação de que o senhor procurou ajuda do médium João de Deus.
Eu não procurei porque não conhecia as pessoas, mas várias pessoas me procuraram e eu sou muito agradecido. Várias pessoas vieram aqui, ainda hoje há várias pessoas me procurando. E todas as que me procurarem eu vou atender, conversar, porque eu acho que isso ajuda.
E como será a vida do sr. a partir de agora? Vai seguir com suas palestras?
Eu não quero tomar nenhuma decisão maluca. Eu ainda estou com a garganta muito dolorida, não posso dizer que estou normal porque, para comer, ainda dói.
Mas acho que entramos na fase em que, daqui a alguns dias, eu vou acordar e vou poder comer pão, sem fazer sopinha. Vou poder comer pão com aquela casca dura. Vai ser o dia!
Eu vou tomando as decisões com o tempo. Uma coisa eu tenho a certeza: eu não farei a agenda que já fiz. Nunca mais eu irei fazer a agenda alucinante e maluca que eu fiz nesses dez meses desde que eu deixei o governo. O que eu trabalhei entre março e outubro de 2011… Nós visitamos 30 e poucos países.
Eu não tenho mais vontade para isso, eu não vou fazer isso. Vou fazer menos coisas, com mais qualidade, participar das eleições de forma mais seletiva, ajudar a minha companheira Dilma [Rousseff] de forma mais seletiva, naquilo que ela entender que eu possa ajudar. Vou voltar mais tranquilo. O mundo não acaba na semana que vem.
Quando é que o senhor começa a participar da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo?
Eu acho o Fernando Haddad o melhor candidato. São Paulo não pode continuar na mesmice de tantas e tantas décadas. Eu acho que ele vai surpreender muita gente. E desse negócio de surpreender muita gente eu sei. Muita gente dizia que a Dilma era um poste, que eu estava louco, que eu não entendia de política. Com o Fernando Haddad será a mesma coisa.
O senhor vai pedir à senadora Marta Suplicy para entrar na campanha dele também?
Eu acho que a Marta é uma militante política, ela está na campanha.
Tem falado com ela?
Falei com ela faz uns 15 dias. Ela me ligou para saber da saúde. Eu disse que, quando eu sarar, a gente vai conversar um monte.
E em 2014? O senhor volta a disputar a Presidência?
Para mim não tem 2014, 2018, 2022. Deixa eu contar uma coisa para vocês: eu acabei de deixar a Presidência da República, tem apenas um ano e quatro meses que eu deixei a Presidência.
Poucos brasileiros tiveram a sorte de passar pela Presidência da forma exitosa com que eu passei. E repetir o que eu fiz não será tarefa fácil. Eu sempre terei como adversário eu mesmo. Para que é que eu vou procurar sarna para me coçar se eu posso ajudar outras pessoas, posso trabalhar para outras pessoas?
E depois é o seguinte: você precisa esperar o tempo passar. Essas coisas você não decide agora. Um belo dia você não quer uma coisa, de repente se apresenta uma chance, você participa.
Mas a minha vontade agora é ajudar a minha companheira a ser a melhor presidenta, a trabalhar a reeleição dela. Eu digo sempre o seguinte: a Dilma só não será candidata à reeleição se ela não quiser. É direito dela, constitucional, de ser candidata a presidente da República. E eu terei imenso prazer de ser cabo eleitoral.
(Do Vi o Mundo)
quarta-feira, 28 de março de 2012
Mãe - O amor mais puro
Mãe é uma só que a gente tem no mundo.
Mãe é o amor mais puro e mais profundo.
Oh minha santa mãezinha que tantas vezes eu fiz chorar,
Aqui venho para dizer-te que sempre, sempre hei de te amar!
Mãe, pensar que um dia poderás faltar-me,
Mãe pensando nisso vivo a lamentar-me.
Por isso nas minhas preces tenho pedido ao Criador
Que nunca, nunca me falte,
O teu carinho, o teu amor!
(interpretação de Francisco Petrônio)
Mãe, mesmo tendo partido para outro Plano continuo com as minhas preces - “Que nunca, nunca me falte, o teu carinho, o teu amor”.
Minha mãe cantava muito essa canção, eu já entrando na adolescência, ficava encantada com a interpretação que ela dava a essa música. Quando o estado dela se agravou, mesmo ainda não tendo ido para o hospital resolvi gravar em meu MP3 (MP3 mesmo, para ouvir música só gosto de P3)todas as músicas que escutava ela cantar na minha meninice e adolescência e essa era uma das minhas favoritas.
Coincidentemente enquanto aguardava a hora de entrar no domingo para vê-la (mesmo o horário de visita fosse das 11 às 12 h cheguei cedo, pois no dia anterior o quadro dela tinha se agravado muito) eu estava com meu MP3 ligado ouvindo essas músicas. Quando deu 11.15 h abriram as portas da UTI - eu já achando estranho a demora e a porta fechada à chave.......... O médico me chamou e João para dar a notícia da sua ida. Eu me desesperei, gritei, chorei, briguei com ele, pois sabia que tinha familiares dela na sala de espera e não permitiu que ela partisse com as nossas preces nem com as nossas mãos unidas. Só depois nos chamou. Deus, Oh Deus liberta de mim esse sentimento de raiva! Ajuda-me a entender por que esse infeliz fez isso, se um dia antes o outro plantonista permitiu que entrássemos eu, meu irmão, minha irmã e minha sobrinha, pois percebeu que ela podia ir embora naquele momento? Fiquei arrasada. Descontrolei-me, sai correndo para o leito da minha mãe e me deparo com o quadro mais triste e dolorido que já senti em toda a minha vida: Fora crível Oh Deus, minha mãe toda largada, descoberta, ainda intubada, e com aquela maldita máquina ligada, com tudo zerado - Eu acredito que essa máquina não foi uma invenção direcionada por Deus ao homem – prolongar sofrimento? Não sei de onde me veio tanta coragem e força num momento que estava totalmente fragilizada.......... Arranquei-lhe o tubo do oxigênio, puxei os fios daquela máquina fria, insensível, que só me mostrava zeros e listas verdes em estado de inércia e aquele bip que nunca me pareceu tão ensurdecedor e agonizante , piscando, apitando, piscando, apitando......... Como se fosse uma macha fúnebre – é assim que vou lembrar para o resto da minha vida desse som.
Sei que minha atitude foi infantil, deseducada para o local e quiçá irracional, uma vez que, a sua alma já se tinha desprendido do corpo e esse já não sofria mais......... Ma, pra mim era como se tivesse libertando-a de vez de todo sofrimento carnal. Repreenderam-me, disseram-me que eu não tinha credencial para fazer esse procedimento. Apenas respondi: - Agora que vocês chegam? A mãe é minha, o sofrimento é meu, e o respeito ao corpo que vocês juraram ao formarem-se, não cumpriram. Pois que se dane a vil burocracia, pelo menos é um trabalho a menos pra vocês tão insensíveis.................
A morte pra mim é uma coisa natural, embora sofrida, é bonita quando se parte com o dever cumprido e junto dos que amamos por isso não me conformei de não estar de mãos dadas com ela e orando enquanto ela se ia, já que Deus tinha me dado a felicidade de estar lá esperando........... Eu tive esse privilégio com a minha sogra - o plantonista avisou que ela estava falecendo, perguntou se alguém queria entrar (fora do horário de visita) eu disse que sim................. Ela partiu de mãos dadas comigo enquanto eu orava. Assim, esperava que o médico que estava no plantão tivesse a mesma atitude de solidariedade no caso da minha mãe............. Esqueci que as pessoas são diferentes, existem racionais e irracionais, frias e sentimentais, solidárias e desumanas...
segunda-feira, 5 de março de 2012
Semear Felicidade
Três crianças, um jovem, dois adultos... Sorrindo lá se vão os adultos o jovem e uma criança... A porta se fecha, ficam duas crianças com o olhar triste talvez a se perguntarem por quê não, nós também?... Batem à porta, imagino a alegria das duas, mas não é nada, apenas alguém esqueceu alguma coisa... Passa-se uns minutos e á porta volta a soar toques novamente... Agora tenho certeza: a consciência falou mais alto, olho nos olhos das duas crianças e já antevejo o brilho de felicidade... Oh que desilusão!!! Não foi nada, apenas mais alguma coisa que esqueceram... É cruel!!! É desumano!!! É tola, é fútil essa irracionalidade... Mas, mais triste que o olhar pedinte das duas crianças, é constatar que semear felicidade é ofício que poucos sabem!!!!
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Brincado de ser feliz
Na infância e adolescência brinquei muito de Amarelinha - ah como era gostoso pular num pé só nas casas individuais e de dois nas casas conjugadas! Torcia para os outros perderem pisando na linha divisória das casas ou mesmo não acertando a pontaria na casa que não podíamos colocar o pé. O instrumento que servia de arremesso era casca de banana dobrada ao meio. Bom demais acertar todas as casas sem pisar na linha e chegar ao céu.... Hoje, pensando em fazer uma atividade com os netos que estão um pouco acima do peso e ao mesmo tempo distraírem-se, lembrei da Amarelinha e, mãos à obra, lá se foi eu para o terreiro com a criançada - aqui na roça uma área em volta da casa sem mato, limpa e com árvores ao redor chamamos de terreiro - já começou a guerra para se chegar a um consenso de quem traçaria a brincadeira, depois de algumas intervenções minhas meio tendenciosas para que a melhor desenhista fizesse, conseguimos começar a brincadeira. Bal, meu braço direito aqui na roça, me ensinou um modo mais prático de fazer um arremesso - um saquinho de areia - achei ótima a sugestão.
Decidido democraticamente quem começaria o jogo, iniciamos a fantástica brincadeira, Eu na qualidade de idosa tornei-me a juíza do jogo e logo percebi porque mãe de juiz sofre tanto - os pequenos jogadores ficavam bravos comigo quando não apontava algum erro - eu só falava: lembrem-se que minha mãe é sua Bisa. Confesso que usei do meu posto hierárquico literalmente e cometi várias arbitrariedades, mas não foi de má fé, os jogadores gritavam demais, atrapalhavam a concentração do outro, então e resolvi penalizar quem falasse. Fiz muita" vista grossa" para Jujuba e Lis que eram as que demonstravam mais dificuldades com a brincadeira. Lis então ... os prejudicados ficavam zangados e eu dizia o juiz não viu portanto não pode penalizar e quem contestar passa a vez. Deu certo, e finalmente conseguimos consagrar o vencedor - Carol, óbvio. Lis empacou, Guigo levou na esportiva, Jujuba esvaiu-se em lágrimas e Larinha que é minha rainha eleita sobre protestos dos outros, apenas olhava. Eu? - Hora do lanche crianças... Lis pensou: pernas pra que te tenho? Jujuba achou que lágrimas não viram suco e os outros? Correram atrás...
Conclusão: alegria, bucho cheio e perda de calorias.
Amanhã tem mais.
Decidido democraticamente quem começaria o jogo, iniciamos a fantástica brincadeira, Eu na qualidade de idosa tornei-me a juíza do jogo e logo percebi porque mãe de juiz sofre tanto - os pequenos jogadores ficavam bravos comigo quando não apontava algum erro - eu só falava: lembrem-se que minha mãe é sua Bisa. Confesso que usei do meu posto hierárquico literalmente e cometi várias arbitrariedades, mas não foi de má fé, os jogadores gritavam demais, atrapalhavam a concentração do outro, então e resolvi penalizar quem falasse. Fiz muita" vista grossa" para Jujuba e Lis que eram as que demonstravam mais dificuldades com a brincadeira. Lis então ... os prejudicados ficavam zangados e eu dizia o juiz não viu portanto não pode penalizar e quem contestar passa a vez. Deu certo, e finalmente conseguimos consagrar o vencedor - Carol, óbvio. Lis empacou, Guigo levou na esportiva, Jujuba esvaiu-se em lágrimas e Larinha que é minha rainha eleita sobre protestos dos outros, apenas olhava. Eu? - Hora do lanche crianças... Lis pensou: pernas pra que te tenho? Jujuba achou que lágrimas não viram suco e os outros? Correram atrás...
Conclusão: alegria, bucho cheio e perda de calorias.
Amanhã tem mais.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Acorda Brasil
Ao invés de estarmos discutindo o pudor na televisão, quando sabemos que o pano de fundo é outro - atingir a Globo - (não defendo a parcialidade nem a manipulação dessa) seria ingenuidade nossa achar que todo esse pessoal que se levantou vociferando contra o Relity Show exibido por essa TV fosse apenas uma indignidade contra a falta de pudor da emissora - faz-me rir. Fosse essas a questão teríamos que fechar as fábricas de aparelhos de televisões que num simples clicar de uma tecla entornam nas nossas casas um mar de lixo impróprio até para os mais descolados telespectadores.
Enquanto isso... O descalabro acontece e poucos são os que levantam a voz para fatos estarrecedores a exemplo da "Nossa tomada da Bastilha" ou seja, a ordem judicial expedida por uma juíza, no mínimo descomprometida com o social, exigindo a reintegração de posse de Pinheirinhos na cidade de São José dos Campos em SP, quando sabemos que existe nesse estado (refiro-me exclusivamente nesse momento a SP) um déficit de habitação de 2.000.000 de moradias. Não seria mais fácil e lucrativo para o governo indenizar o terreno com verbas do projeto Minhas Casa? Pinheirinhos, já tem toda uma estrutura: iluminação, água, saneamento básico, casas... É só uma questão de raciocínio lógico.
#Acordabrasil
Enquanto isso... O descalabro acontece e poucos são os que levantam a voz para fatos estarrecedores a exemplo da "Nossa tomada da Bastilha" ou seja, a ordem judicial expedida por uma juíza, no mínimo descomprometida com o social, exigindo a reintegração de posse de Pinheirinhos na cidade de São José dos Campos em SP, quando sabemos que existe nesse estado (refiro-me exclusivamente nesse momento a SP) um déficit de habitação de 2.000.000 de moradias. Não seria mais fácil e lucrativo para o governo indenizar o terreno com verbas do projeto Minhas Casa? Pinheirinhos, já tem toda uma estrutura: iluminação, água, saneamento básico, casas... É só uma questão de raciocínio lógico.
#Acordabrasil
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
A Grande Cortina de Fumaça
BBB é um besteirol? Sim. Muito pior porém, são os programas policiais que vão ao ar apenas como único objetivo - o de promover a comoção do telespectador, que infelizmente adora ver uma tragédia - aquinhoando assim, milhões de reais aos cofres dos favorecidos nas concessões de canais ( já não se satisfazem em colocar no ar a lágrima que rola no rosto dos personagens da tragédia, querem captar o momento exato em que ela pulula dos olhos das pessoas acometidas pela fatalidade e estão pouco se importando com o drama vivido por elas - o importante é passar a comoção o mais autêntica possível, afim de que mais e mais telespectadores assistam. Bandos de fdp... Isso pra mim é mais imoral que vê participantes de Realytishow. Eu assumo publicamente: assisto BBB sim, não para ver casais se bolinando, participantes bêbedos, ociosos, ou mesmo desfile de corpinhos fabricados, nem rostinhos bonitos, tão pouco o exagero de tatuagens esculpidas nos corpos dos participantes - isso é bobageira, mas, não me cabe criticar o gosto de ninguém. Eu assisto BBB pelas provas - Acho o máximo os participantes chegarem à exaustãso em busca de uma liderança - tem provas quer sinceramente acho bem boladas. Gosto de ver e muito, o auto controle que cada um tem que ter para não se agredirem uns aos outros- imaginem colocar numa casa pessoas desconhecidas com comportamentos e opiniões diverssos tendo que dividir cama, banheiro, tarefas... Eu não conseguiria ficar um dia.. esse para mim é o grande mote do programa. É um jogo gente, só que as peças são pessoas. Pessoas essas que se propõem a se expor, colocarem em risco as suas privacidades - paciência - Onde está o crime nisso? Tem enlatados importados passando na televisão brasileira muito pior... Agora, se o problema é porque é a Globo que passa, aí são outros quinhentos, sabemos muito bem que é uma rede de comunicação manipuladora, assim como todas as outras Tvs, só que a televisão dos Marinhos consegue superar qualquerr um dos seus c oncorrentes em matéria de manipulação, que me perdoem os intelectuais, eu sei muito bem onde estou pisando, e tenho coragem para assumir que assisto, não faço como muitos que fazem malabarismo para assistirem escondidos. Essa história de dizer que BBB é o lixo dos lixos é balela - o foco é outro - a quantia exorbitante que a maior enganadora da comunicação ganha com o programa, incomoda muita gente. Nós vivemos sob a batuta de um regime capitalista e é isso que torna possível esse crime, ou seja um acúmulo de quantias exorbitantes nas mãos de poucos em detrimento da mão de obra mal paga de uma maioria. Isso sim, é que me incomoda... EU ODEIO O REGIME CAPITALISTA!!! NÃO EXISTE RIQUEZA SEM QUE SE TENHA PRATICADO ALGUM TIPO DE CRIME.
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