domingo, 25 de setembro de 2011
Altamiro Borges: Jô Soares critica ditadura da TV Globo
sábado, 17 de setembro de 2011
A Burocracia de Mãos dadas com a Estupidez
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
MINHA SOGRA, EXEMPLO DE AMOR
que saibamos que a única coisa que temos certeza nesse mundo é que um dia
vamos morrer, a sua partida mexeu
demais com as minhas emoções, pois, para mim, minha sogra querida, foi ainda
mais doloroso, porque a minha mãe embora
ainda esteja nesse mundo, há muito que se esconde dele. Então, aprendi a
fazer de conta que todas as vezes que você me beijava ou me pedia um
beijo eu pensava em minha mãe e achava que Deus na sua infinita sabedoria me
permitia nesses momentos sentir através dos seus lábios a doçura do
beijo que ela já não podia mais me dar. Eu
vivenciava nesses momentos as minhas fantasias com muita intensidade. Quando
você me abençoava e me dizia Jesus que te proteja e te acompanhe eu me sentia duplamente protegida. Que maravilha! Que bom que era essa sensação de
proteção! E fui me acostumando a usar
você, e que gostoso que era ouvi-la me
pedir um beijo e receber ao mesmo tempo o seu . Fica agora essa vacância de bênçãos em mim, porque de uma só vez perdi
as carícias e as palavras tão doces balbuciadas por você imaginando também que a minha mãe as estivesse naqueles momentos me afortunando de tantas
graças, e o seus beijos que me trazia à realidade gostosa quando sentia o rosto lambuzado pelos seus lábios já tão trêmulos por
conta da vida longa - mais de um século
vivido com qualidade, é muita
permissão Divina!
que eu, mas encerra-se com a sua morte, essa doce fantasia. Não posso mais
brincar de faz-de-conta e receber o beijo dela através de você. Só me resta agradecer-lhe todas as bênçãos e
as palavras de felicidade que você desejava para mim, e, de
onde você estiver, ouve o meu muito obrigada e sinta o beijo mais saudoso dessa sua nora .
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Amiga Bandida
pouco triste, não consegui ir ainda para minha casa isso me deixa
arrasada. É muito bom ver os filhos e estar com os netos, mas quando
percebemos que a nossa presença não é bem vinda, dói que nem doce
quente no buraco do dente e amarga que nem milome. Você já provou uma branquinha
de milome? Arre égua,!!! Desce queimando
tudo e amarga muito Xexé kkkkk
família e nós passamos a ser meros hóspedes nas suas casas e você sabe,
hóspede é bom quando passa poucos dias na sua casa ou quando tem dinheiro
para pagar os ovos que os anfitriões quebram para fartarem-se de omeletes kkkkk Entendeu?
seria uma hóspede omelete,
dá é preciso engolirmos uns sapinhos, seja lá de que espécie ou
tamanho for. Ah se eu tivesse um cartão de crédito com limite
ilimitável!!! Com que facilidade
eu seria engolida,!!! Poderia ser até um sapo Aru, aquele asqueroso que vive na Amazônia
Também é chamado de Mensageiro- fortuna
mas eu precisava espantar a tristeza e como hoje é o dia do amigo
estou lhe provando a minha total amizade com esse desabafo .
quarta-feira, 20 de abril de 2011
E... Alice
É... Lica eu sonhei tantas coisas boas para vc, mas vc preferiu caminhar por caminhos mais fáceis, não quis ter trabalho de cortar os matos, que atravessavam a estrada da sua vida. Resultado disso é que vc vai encontrar uma lagoa muito suja, porque os matos, as pedras, os espinhos... Ajudavam a deter a sujeira que iam ficando presa neles... E agora Lica? O caminho que vc ta seguindo é fácil mais não tem nada que detenha a sujeira. Sua lagoa estará suja quando vc chegar a ela. terça-feira, 19 de abril de 2011
A Trincheira de Jean Willys
A trincheira de Jean Wyllys
Por Leandro Fortes
Jean Wyllys de Matos Santos é um sujeito tranquilo, bem humorado, que defende idéias sem alterar a voz, as mais complexas, as mais simples, baiano, enfim. Ri, como todos os baianos, da pecha da preguiça, como assim nomeiam os sulistas um sentimento que lhes é desconhecido: a ausência de angústia. Homossexual assumido, Jean cerra fileiras no pequeno e combativo PSOL, a única trincheira radical efetivamente ativa na política brasileira. E é justamente no Congresso Nacional que o deputado Jean Wyllys, eleito pelos cidadãos fluminenses, tem se movimentado numa briga dura de direitos civis, a luta contra a homofobia.
Cerca de 200 homossexuais são assassinados no Brasil, anualmente, exclusivamente por serem gays. Entre eles, muitos adolescentes.
Mas o Brasil tem pavor de discutir esse assunto, inclusive no Congresso, onde o discurso machista une sindicalistas a ruralistas, em maior ou menor grau, mas, sobretudo, tem como aliado as bancadas religiosas, unidas em uma cruzada evangélica. Os neopentecostais, como se sabe, acreditam na cura da homossexualidade, uma espécie de praga do demônio capaz de ser extirpada como a um tumor maligno. O mais incrível, no entanto, não é o medievalismo dessa posição, mas o fato de ela conseguir interditar no Parlamento não só a discussão sobre a criminalização da homofobia, mas também o direito ao aborto e a legalização das drogas. Em nome de uma religiosidade tacanha, condenam à morte milhares de brasileiros pobres e, de quebra, mobilizam em torno de si e de suas lideranças o que há de mais lamentável no esgoto da política nacional.
Jean Wyllys se nega a ser refém dessa gente e, por isso mesmo, é odiado por ela. Contra ele, costumam lembrar-lhe a participação no Big Brother Brasil, o inefável programa de massa da TV Globo, onde a debilidade humana, sobretudo a de caráter intelectual, é vendida como entretenimento. Jean venceu uma das edições do BBB, onde foi aceito por ser um homossexual discreto, credenciado, portanto, para plantar a polêmica, mas não de forma a torná-la um escândalo. Dono de um discurso política bem articulado, militante da causa gay e intelectualmente superior a seus pares, não só venceu o programa como ganhou visibilidade nacional. De repórter da Tribuna da Bahia, em Salvador, virou redator do programa Mais Você, de Ana Maria Braga, mas logo percebeu que isso não era, exatamente, uma elevação de status profissional.
Na Câmara dos Deputados, Jean Wyllys, 36 anos, baiano de Alagoinhas, tornou-se a cara da luta contra a homofobia no Brasil, justamente num momento em que se discute até a criminalização do bullyng. Como se, nas escolas brasileiras, não fossem os jovens homossexuais o alvo principal das piores e mais violentas “brincadeiras” perpetradas por aprendizes de brucutus alegremente estimulados pelo senso comum. Esses mesmos brucutus que, hoje, ligam para o gabinete do deputado do PSOL para ameaçá-lo de morte.
Abaixo, a íntegra de uma carta escrita por Jean ao Jornal do Brasil, por quem foi acusado, por um colunista do JB Wiki (seja lá o que isso signifique), de “censurar cristãos”. O texto é uma pequena aula de civilidade e História. Vale à pena lê-lo:
Em primeiro lugar, quero lembrar que nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e laico. Para quem não sabe o que isso quer dizer, “Estado laico”, esclareço: O Estado, além de separado da Igreja (de qualquer igreja), não tem paixão religiosa, não se pauta nem deve se pautar por dogmas religiosos nem por interpretações fundamentalistas de textos religiosos (quaisquer textos religiosos). Num Estado Laico e Democrático de Direito, a lei maior é a Constituição Federal (e não a Bíblia, ou o Corão, ou a Torá).
Logo, eu, como representante eleito deste Estado Laico e Democrático de Direito, não me pauto pelo que diz A Carta de Paulo aos Romanos, mas sim pela Carta Magna, ou seja, pelo que está na Constituição Federal. E esta deixa claro, já no Artigo 1º, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e em seu artigo 3º coloca como objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A república Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos princípios da prevalência dos Direitos Humanos e repúdio ao terrorismo e ao racismo.
Sendo a defesa da Dignidade Humana um princípio soberano da Constituição Federal e norte de todo ordenamento jurídico Brasileiro, ela deve ser tutelada pelo Estado e servir de limite à liberdade de expressão. Ou seja, o limite da liberdade de expressão de quem quer que seja é a dignidade da pessoa humana do outro. O que fanáticos e fundamentalistas religiosos mais têm feito nos últimos anos é violar a dignidade humana de homossexuais.
Seus discursos de ódio têm servido de pano de fundo para brutais assassinatos de homossexuais, numa proporção assustadora de 200 por ano, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia e da Anistia Internacional. Incitar o ódio contra os homossexuais faz, do incitador, um cúmplice dos brutais assassinatos de gays e lésbicas, como o que ocorreu recentemente em Goiânia, em que a adolescente Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, que, segundo a mídia, foi brutalmente assassinada por parentes de sua namorada pelo fato de ser lésbica. Ou como o que ocorreu no Rio de Janeiro, em que o adolescente Alexandre Ivo, que foi enforcado, torturado e morto aos 14 anos por ser afeminado.
O PLC 122 , apesar de toda campanha para deturpá-lo junto à opinião pública, é um projeto que busca assegurar para os homossexuais os direitos à dignidade humana e à vida. O PLC 122 não atenta contra a liberdade de expressão de quem quer que seja, apenas assegura a dignidade da pessoa humana de homossexuais, o que necessariamente põe limite aos abusos de liberdade de expressão que fanáticos e fundamentalistas vêm praticando em sua cruzada contra LGBTs.
Assim como o trecho da Carta de Paulo aos Romanos que diz que o “homossexualismo é uma aberração” [sic] são os trechos da Bíblia em apologia à escravidão e à venda de pessoas (Levítico 25:44-46 – “E, quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas…”), e apedrejamento de mulheres adúlteras (Levítico 20:27 – “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles…”) e violência em geral (Deuteronômio 20:13:14 – “E o SENHOR, teu Deus, a dará na tua mão; e todo varão que houver nela passarás ao fio da espada, salvo as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR, teu Deus…”).
A leitura da Bíblia deve ensejar uma religiosidade sadia e tolerante, livre de fundamentalismos. Ou seja, se não pratica a escravidão e o assassinato de adúlteras como recomenda a Bíblia, então não tem por que perseguir e ofender os homossexuais só por que há nela um trecho que os fundamentalistas interpretam como aval para sua homofobia odiosa.
Não declarei guerra aos cristãos. Declarei meu amor à vida dos injustiçados e oprimidos e ao outro. Se essa postura é interpretada como declaração de guerra aos cristãos, eu já não sei mais o que é o cristianismo. O cristianismo no qual fui formado – e do qual minha mãe, irmãos e muitos amigos fazem parte – valoriza a vida humana, prega o respeito aos diferentes e se dedica à proteção dos fracos e oprimidos. “Eu vim para que TODOS tenham vida; que TODOS tenham vida plenamente”, disse Jesus de Nazaré.
Não, eu não persigo cristãos. Essa é a injúria mais odiosa que se pode fazer em relação à minha atuação parlamentar. Mas os fundamentalistas e fanáticos cristãos vêm perseguindo sistematicamente os adeptos da Umbanda e do Candomblé, inclusive com invasões de terreiros e violências físicas contra lalorixás e babalorixás como denunciaram várias matérias de jornais: é o caso do ataque, por quatro integrantes de uma igreja evangélica, a um centro de Umbanda no Catete, no Rio de Janeiro; ou o de Bernadete Souza Ferreira dos Santos, Ialorixá e líder comunitária, que foi alvo de tortura, em Ilhéus, ao ser arrastada pelo cabelo e colocada em cima de um formigueiro por policiais evangélicos que pretendiam “exorcizá-la” do “demônio”.
O que se tem a dizer? Ou será que a liberdade de crença é um direito só dos cristãos?
Talvez não se saiba, mas quem garantiu, na Constituição Federal, o direito à liberdade de crença foi um ateu Obá de Xangô do Ilê Axé Opô Aforjá, Jorge Amado. Entretanto, fundamentalistas cristãos querem fazer uso dessa liberdade para perseguir religiões minoritárias e ateus.
Repito: eu não declarei guerra aos cristãos. Coloco-me contra o fanatismo e o fundamentalismo religioso – fanatismo que está presente inclusive na carta deixada pelo assassino das 13 crianças em Realengo, no Rio de Janeiro.
Reitero que não vou deixar que inimigos do Estado Democrático de Direito tente destruir minha imagem com injúrias como as que fazem parte da matéria enviada para o Jornal do Brasil. Trata-se de uma ação orquestrada para me impedir de contribuir para uma sociedade justa e solidária. Reitero que injúria e difamação são crimes previstos no Código Penal. Eu declaro amor à vida, ao bem de todos sem preconceito de cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de preconceito. Essa é a minha missão.
Jean Wyllys (Deputado Federal pelo PSOL Rio de Janeiro)
sábado, 16 de abril de 2011
E Se Narciso Fosse Feio?
Se Narciso era bonito? Não sei. Só
sei que daqui prá frente tudo vai ser diferente permita-me majestade o uso da sua frase - a partir
desse álbum narcisista que postei recentemente - tudo novo. Assumo de vez as imposições do tempo - as rugas fincadas no meu rosto, o queixo caído, a pele flácida, o corpo cheinho,.. Mas tudo meu, tudo de verdade, nada de truques. Essas esculturas feitas em meu corpo ao longo dos anos me apavoravam e me faziam travar uma luta desleal entre o Tempo e o Fotoshop - Atenção senhores autores esse tema dá um filme. Comecei a me sentir mal comigo mesma. Enganar aos outros é indecente, enganar-se a si próprio é abominável. Isso não é da minha personalidade. A idade nunca foi problema para mim. Estou vivendo uma das melhores fases da minha vida, me sinto mais livre e solta do que nunca - talvez o maior encanto de ser idoso. A minha mente rejuvenesce a cada dia que vivo. A única coisa que não vou assumir é quando os meus cabelos embranquecerem muito Ser eu mesma, não é abrir mão do meu gênero feminino. Não é esse o meu propósito. Cabelos brancos só quando todos os fios ficarem de uma única cor. Acho fascinante uma cabeça alva tal qual um novelo! Enquanto isso penso no verde, mas ainda não sei se sou tão forte para enfrentar críticas e preconceitos de pessoas que costumam perder o bonde da história. Mas qual o problema se os vermelhos, azuis lilases, amarelos a muito que já colorem tantas cabeças de mulheres?
Cabelos te quero verdes, Serei eu a primeira sessentona a te adotar?

