Pediram
para eu não divulgar, só depois da Vitória, mas eu resolvi fazer o contrário,
para que sirva de estímulo para muitos, que acham que por serem portadores de
câncer, já estão condenados a uma vida apática, sem sentido, sem prazer... A minha
nora com trinta e dois anos, foi diagnosticada com câncer de mama ductal
infiltrante - grau II. Como ser humano é claro que no momento que recebeu
a notícia desabou...Chorou o pranto dos que sabem do quanto essa doença,
é perigosa e talvez pela cabeça dela tenha passado toda a sua história de vida.
Estava acompanhada do esposo (meu filho) e da filhinha de um ano e nove
meses... Foi um duro golpe para os dois, ela chorava e ele tentando
reprimir as lágrimas que teimavam em rolarem pelo seu rosto, tirando
forças da fé, que ambos são movidos. Eles são nascidos na Bahia, mas, moram em
São Paulo. Meu filho ligou para Salvador, queria falar comigo e com o pai-
nesse momento a força que ele pediu a Deus deve ter achado que viria
através de nós. Como eu já tive câncer (fiz colectomia total, o médico
retirou todo o intestino grosso e o baço, imaginei logo todas as dores,
sofrimentos e decepções que eles estavam por passar). Eu tinha ido a salvador
no dia 31, fazer exames de rotina (desses nós nunca nos livraremos) soubemos da
notícia por volta das quatorze horas e em menos de vinte e quatro horas -chegamos
em São Paulo às onze horas da manhã- já estávamos com eles. Eu e meu
marido sabíamos das nossas limitações de saúde, portanto de todas as
dificuldades que iríamos passar, aqui em São Paulo eles não tem ninguém.
Pensamos em levá-la para a Bahia, mas os médicos acharam que pela gravidade do
tumor - nove centímetros - aqui teria mais recursos. E ficamos. As
dificuldade começaram a aparecer. Fazia uns dois meses que ele tinha trazido as
duas filhas do primeiro casamento para morarem com ele - A situação das meninas
em relação a quem as olhassem estava complicada e ele de comum acordo com a ex-
esposa resolveu trazê-las, até ela encontrar uma forma segura de deixar as
meninas enquanto trabalhava. Era primeiro de junho quando chegamos, um frio
intenso ao qual como baianos que somos não estávamos acostumados. Levantava às
cinco e trinta horas da manhã (para mim que não estava acostumada a levantar
cedo isso é madrugada- eu sou aposentada) para cuidar de colocar a neta do meio
para ir à escola - meu marido ficou com a cozinha, coitado, corria, pois o almoço
tinha que estar pronto impreterivelmente ao meio dia, quando a neta mais velha
tinha que estar pronta, pois a perua que a levava para a escola não poderia
esperar um minuto que fosse. Depois que arrumava a neta para ir à escola pela
manhã, meu marido ia levá-la - morria de dó dos dois - um frio intenso, ela
ainda dormindo agarrada á cintura do avô e lá iam os dois. Embora fosse muito
puxado para nós eu tinha um grande prazer em arrumar minha neta, pentear-lhes
os cabelos - essas duas criaturinhas sempre precisaram muito dos nossos
cuidados. Voltemos ao assunto principal - a doença da minha nora.
Com o frio e o próprio caminhar do tempo a coisa foi se agravando, as dores na
coluna pioraram e ela não conseguiu mais levantar da cama. Veio a primeira
quimio, (forte) por orientação da médica ela cortou os cabelos que eram bem compridos,
lindos!!! Fez um corte Chanel, que lhe
emprestou mais beleza, eu fiquei encantada com o novo visual. Mas se o remédio
é bom para cura, também é maléfico para o corpo e ela começou a sentir fortes
dores e umas comichões na cabeça. Pensou bem, e resolveu como toda pessoa
sensata, que estava na hora de decepar os cabelos - “Cabelo é raiz, e raiz cresce”-
para o trauma não ser maior. Tem vezes que ela não consegue nem ir ao banheiro
para fazer as necessidades fisiológicas e tudo é no improviso, não temos
pessoas capacitadas em casa para cuidar de doente acamado - o marido se opõe ao
uso da fralda descartável, acha que é traumático (pare ele) ela não faz restrições
me diz que o importante é a comodidade.... Eu o entendo, quando eu passei por
problema semelhante ele não tinha idéia do que o pai passava. Mas deixa pra lá, o que quero enfatizar de
fato, é a garra que ela tem de lutar. Ela ri, faz piadas comigo, diz que virei
Anastácia, e preta velha, não tem cerimônia para pedir nada ao sogro que
considera como um pai e carinhosamente o chama de “veio” Praticamente é ele
quem cuida dela, leva para as consultas, a quimio, os exames e cuida dela em
casa também, comida, na cama, virar etc.. Eu fico com a casa, a roupa e Maria a
netinha – uma criança com energia demais e muito traquina, teimosa, tem que
ficar de olho vinte e quatro horas, nunca tive um neto assim, vá entender logo
num momento desses? Certo dia meu filho colocou um DVD evangélico - são
evangélicos - e eu muito embora não tenha religião nenhuma, achei lindo ela
assistir todo o DVD cantando, colocando os braços prá cima como forma de
louvor, rindo, feliz na cama... Eu é que chorei - uma mistura de emoção e
vergonha pela minha fraqueza espiritual. A criança é quem mais sofre, pois como
viviam sós os três ela era apegada à mãe já que só ficavam as duas em casa numa
cumplicidade ímpar. Agora não pode estar
todo momento com a mãe, mas mesmo assim damos um vacilo, e ela sobe pelos pés
da cama, minha nora coloca-a na barriga, eu quero reclamar ela diz - deixe, e a
menina faz carinho, e dorme que nem um anjo farta de um puro e satisfeito
carinho. Mesmo com dores fortíssima não perde o foco na filha e me diz -
minha sogra faz uma sopinha de verdura para Maria, me dê os legumes que
eu corto aqui na cama mesmo. Que fantástico!!! Mas também é triste vê o marido
encostado à cama dela sentado no chão com a cabeça junto dela - pusemos uma
cama na sala para ela não ficar isolada no quarto. Bem, as outras netas foram
passar as férias de julho em Salvador e a mãe entendeu que não dava mais para
elas voltarem... Sei que realmente fez o certo, mas, me abalei profundamente,
foi como da vez que vieram estudar aqui.
Elas já estão novamente estudando na Bahia. O pai choroso, pois esperou
um dia morar com as filhas dele - o seu grande tesouro, Eu e meu marido
continuamos aqui, mas não sei até quando aguentaremos, pois a saúde já começa
a gritar - quero atenção... Minha nora achou uma solução precária - ir para
casa de uma amiga que ela morou quando veio para São Paulo - muito prestativa,
a amiga ofereceu a casa dela e os préstimos enquanto vamos á salvador cuidar da
saúde, mas a casinha é tão pequena, ela tem uma filhinha mais nova que a minha
netinha, tem o marido e um filho adolescente.
O que mais me emocionou foi a solidariedade dessa amiga, já esteve aqui
várias vezes, trouxe colchão, cobertor, e disse que cuidaria bem de minha nora até
nós nos sentirmos melhores e medicados para voltar. Que grandeza! Com toda
dificuldade que terá para acomodar uma pessoa doente em uma casa pequena
mostrou que tudo é possível quando se tem vontade de servir e o coração é
grande Meu filho está muito triste, pois a casa tem uma escada com muitos
degraus e vai ter dificuldades para carregar ela para ir fazer a quimio, as
consultas e os exames. Ela tem que sair pelo menos três vezes no mês. Já
mobilizamos toda a família em Salvador para a famosa “vaquinha” - fizemos
as contas e dá seiscentos reais de taxi. O que dói é ver meu filho estressado,
e agora triste por não encontrar outra solução que não seja essa dela sair para
uma casa de uma amiga onde terá dificuldade de mobilidade. Mas Deus é grande e
a amiga já disse que na hora chama algumas pessoas para carregá-la. Ou quem
sabe surge outra solução, mas a gratidão a amiga Adriana será eterna. Disso tudo
aprendi a mais bela das lições até hoje em minha vida: De onde nada se tem é de
onde mais brota solidariedade, compreensão dos nossos iguais. E a lição
espiritual da minha nora - a força e a fé - nunca imaginei que tivesse tanta.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
sábado, 23 de junho de 2012
Desafiando Limites VIII
- Preciso fazer justiça, que me perdoe Elisa (mãe de Jarli) está passando uns dias aqui em SP (pena que já vai embora segunda feira) e deu o sangue para por a casa e a cozinha em oprdem. Esqueci de citar ela no texto do dia 22-06-2012 - uma falha irreparável - não foi pior esse dia porque antes dela sair com João e a filha para levá-la ao médico, deixou comida pronta, cozinha arrumada e roupa lav...ada. -Ai Liu, eu não sei como vai ser de segunda feira em diante, Você, mulher forte, guerreira, vai embora,... Depois vai Zelito, outro que tem me ajudado muito e as duas crianças - essas pelo menos vai ser um mês sem precisar acordar 5,30 hs nesse frio insuportável - João vai ter que levar Jarli para os exames ( passam o dia todo fora, coitada de Jarli!!!) Tino vai trabalhar e eu vou ficar em casa com Mariazinha???????????????? Olhar essa criaturinha (" Deus de Caçolinha") já é tarefa árdua e suficiente para uma sessentona que nem eu, uma pessoa com limites físicos e psicológicos e ainda arrumar, lavar e ter que lidar com a desordem de Tino que não coloca nada no lugar e depois tenho que dar conta... Aí meu Deus, o Senhor não atendeu às minhas preces!!! Será que sou tão pecadora assim? Eu Te pedi saúde e o Senhor me deu mais doença: a visão esquerda está piorando, a hérnia ta crescendo, a fraqueza nas pernas pioraram ( tá insuportável, quase impossível levantar do vaso sanitário, me agachar...) E essa dor nas costas e nos quadris que não passam? Dor de cabeça? já nem ligo, para mim já faz parte da minha vida conviver com essa dor todos os dias... Por que Senhor, logo agora que eu preciso estar inteira me destes de volta essa depressão que aperta tanto o peito? Senhor, Senhor- perdão pela falta de modéstia - tem alguém precisando de mim, não faz isso comigo, eu preciso ser útil , eu quero servir ao meu próximo. Saúde, Senhor, por Vosso Amor Grandioso eu Te imploro e Te peço perdão pelas minhas falhas. Se eu não prestar para servir então de que me vale essa vida, Senhor?
Desafiando Limites VII
Bom Dia meu povo... São 7,10 hs da manhã de sexta feira dia 22-06-2012, ontem não me sobrou um "naco” de tempo para contar sobre a minha odisséia do dia. Vamos lá então. Acordei às 5,30 hs da manhã, começa a grande luta que vocês já conhecem - acordar Jujuba para ir à escola. Depois que João sai com ela, faço o café e fico aguardando ele chegar com o pãozinho quentinho tirado do forno na hora - essa é a parte melhor do dia..... Tino como sempre tem que levantar cedo para ir trabalhar, aí é outra luta, nunca deixa nada pronto, tudo que ele precisa para se arrumar e trabalhar está nos quatro cantos da casa, (fico imaginando se as casas fossem redondas, não sei como seria para procurar as tralhas dele) Tenho que dar conta, até de um pedaço de papel que ele rabiscou um endereço de um cliente - o pai já comprou classificadores para ele colocar os trecos, mas não adianta. Começa - minha mãe onde está meu cabo do cel, minha mãe minha farda de trabalho, não estou achando nenhuma no guarda-roupa... (não procura direito) - Ah minha mãe eu não sei onde colocaram meu fone de ouvido e eu não sei trabalhar sem ele. Sem pedir licença desconecta o meu do note book, eu reclamo, digo que não vou emprestar, ele diz que é ruindade.... Daí a pouco acha o dele no chão, lógico, põe a culpa em alguém, só não foi ele. Lembro que ele precisa ir ao cartório pegar autorização para as filhas viajarem com Zelito - Isso eu já tinha pesquisado a norma, preenchido e impresso o formulário – dois, pois têm que ser individuais, explico tudo para ele... Graças a Deus ele sai para o trabalho. Enquanto isso... João, Jarli e a mãe dela estão se arrumando para irem mais uma vez levar Jarli para fazer mais uma bateria de exames. Mariazinha começa a choramingar... Ainda bem que já estava com o mingau pronto, dou a ela, ela volta a dormir - obrigada meu Jesus Cristinho... Já pensou essa criatura acordada às 6,30 hs da manhã? Zelito acorda, faz massagens nas minhas costas - bêbado de sono... Matheus, o filho de Jarli pegou uma gripe daquelas, começa a ter um acesso de tosse incontrolável, corro para dar um remédio - muito bom - percebo que ele está com febre, volto com dipirona e forço ele tomar o comprimido. Ele volta a dormir, acordo Carol - aí a casa pega fogo - ô menininha que fala e reclama de tudo, e as horas vão passando, já é quase meio dia. Um parágrafo a parte:
Jujuba não foi para a escola ontem porque eu estava com tantas dores que tomei dois tarjas pretas – o famoso Rivotril - não vou pra cama sem ele - e um comprimido de dipirona, confiei no galo infernal - despertador de Tino - e o despertador de João, azar o meu, justamente ontem, os celulares estavam descarregados. Eu não preciso de despertador para acordar, posso dormir tarde que seja, mas, com dois comprimidos de rivotril de 2mg só se eu fosse elefante. Jarli acorda para se arrumar e diz - são 6,20 hs perdeu o horário minha sogra?- Levanto num salto, mas percebo que não dá mais tempo, Jujuba é muito lenta para se arrumar.
Vou cuidar de arrumar a casa – só para arrumar o quarto levo mais de uma hora, muito cobertor para dobrar, sapatos para por no lugar o quarto à noite vira um circo, com direito até a trapézio para sacolas, arrumo o resto da casa, varro, as horas passam rápido, hora do almoço, tem frango e ensopado de boi, feijão, arroz e salada... Carol implica, diz que só come frango com macarrão, resolve comer ensopado com feijão, larga a comida toda, diz que a carne tem gordura - nada de gordura apenas uns poucos nervos. Jujuba por sua vez também resolve agir da mesma forma, eu começo perder a paciência... Carol espera a Van chegar para levá-la e nada... Sinto que ela está amando, pois com certeza a van não virá buscá-la para a escola, como Jujuba não foi ela também acha que não deve ir. Deus do céu, lembrei, esquecemos de ligar para a tia da Van!!! Jujuba não foi para a Escola, fim do mundo, a pobre da criatura deve estar lá procurando por ela. Ligo para Tino, preciso do telefone da criatura, ele me enche de carão e ainda me diz que anotou em um pedaço de papel, e que não sabe onde colocou. Ai que raiva!!! Ligo para Jarli que também não sabe – aliás, essa atualmente não sabe de nada, nem da pobre da Mariazinha ela tem ânimo para saber dela. Começa a corrida por um pedaço de papel anotado com o número do telefone da Van. Eu e Zelito... Amém meu Deus, encontro o bendito do papel, Zelito liga, pede desculpas e diz que não precisa pegar Carol para não atrasar mais. Ele vai levar Carol (ela deve ter ficado p da vida, esperava não ir) à escola e pede para eu ligar para a senhora para não se esquecer de pegá-la à noite. Antes Carol tinha me dito que estava com cólicas, achou que ia menstruar, me pede um absorvente... Ouço um berro no banheiro - de quem? Carol - minha vó eu não sei colocar isso. Ai meu Deus, desde os trinta e sete anos que não tenho mais menstruação!!! No meu tempo os absorventes eram diferentes - enormes – coloco o absorvente na calcinha, ajusto tudo direitinho, Carol começa a se queixar, que aquilo está incomodando ela, e puxa toda hora e me diz que saiu do lugar, estou a mil por hora, digo para ela -Pior era no meu tempo que os absorventes eram enormes, você tem que se acostumar minha filha. Ela não entende, fecha a cara e coloca meio metro de bico, mas resolve deixar o absorvente quieto no lugar, teria aula de Educação física, ensino tudo direitinho a ela, Zelito percebe e ainda reforça nos cuidados que ele tem que ter. (à noite fico sabendo que foi alarme falso). Mais um desespero - dar comida a Mariazinha, deixo logo à sandália a postos, ligo a TV no desenho dela e começa o doloroso empreendimento, mas não é que Deus teve pena de mim? Enquanto assistia, eu ia dando a comida - pela primeira vez eu acho que na vida dela, comeu a comida toda. Olho Matheus, percebo que está mole, dou mais uma medicação, Zelito arranja umas meias para ele. Pelo menos consegue almoçar um pouco - quer dizer, pouco para ele, que é uma avestruz pra comer. Arrumo o quarto e coloco ele para deitar. Dorme a tarde toda. Jujuba não deu trabalho foi brincar com a sacola dela cheia de tralhas na garagem. Deus mais uma vez comanda a casa, e Mariazinha fica sossegada... Faz cocô , troco a fralda, assiste desenhos, daí a pouco começa a chorar – Já sei, é sono, ponho-a no colo e começo a embalá-la com minhas músicas dos tempos de criança. Eu tenho a impressão que criança gosta de voz rouca e destoada, ela dorme em minutos, coloco-a na cama, enrolo-a toda na manta dela... Ufa mais uma tarefa cumprida. Quase 3,00 hs, vou fazer uma vitamina de morangos fresquinhos para o lanche... Jujuba vai logo falando naquela linguagem dela do “X” – Eu não “goxto de morangos de frutas eu “goxto” de “xuco” de pó de morango. Pode? - Ta bem Jujuba come então uma banana, ou uma maçã ou danone, ela prefere o danone, dou dois potinhos, ela me diz: – ta muito pouco não deu, eu quero biscoitos cream crak. – Ok Jujuba pega lá na biscoiteira... Meu limite a essa altura estava quase completo. Vou ver Matheus pergunto se ele quer lanchar alguma coisa – não, responde ele . Ta realmente muito gripado e o pior cansando bastante, já fico imaginando se tiver que levá-lo a um posto médico, com certeza vai sobrar para Zelito, ajeito uns travesseiros para ele e o coloco numa posição quase sentado. Ele melhora e resolve tomar banho – um desastre – Matheus inventa de lavar a cabeça, não demora muito, começa a cansar novamente a fica com o nariz todo entupido, Mariazinha acorda, mas, tal qual um anjinho toma toda a mamadeira de vitamina de morangos e vai brincar na sala. Hora do banho, eu tenho limites físico, não consigo me agachar para dar banho em Mariazinha, mas minha auxiliar, Jujuba faz isso com muita propriedade, banhou direitinho Mariazinha.... Ouço um choro, vou correndo para o banheiro, nada demais, apenas a criaturinha a quem carinhosamente chamamos de “Deus de Caçolinha”, simplesmente empaca para não sair do banho. Pego na força e começo a arrumá-la – quero que a mãe e o pai quando chegarem encontrem ela toda arrumadinha - essa criança só vive descabelada e descalça, falo sério com ela - se tirar os sapatos vai tomar umas chineladas.... começo a vesti-la, esqueço o tênis na área de serviço, volto para buscá-lo, quando chego no quarto o estrago: a criaturinha conseguiu abrir o perfume e jogou na roupa, nos cabelos e na cama.... Falo – ai meu Deus me daí paciência. Ok, paciência concedida, chega a pior hora, pentear os cabelos – ô cabelinho rebelde. Ponho óleo de Argon, pego a escova grande da mãe, e mãos à obra, puxo na frente, puxo atrás, dos lados, a Xuxa já no meu braço, consigo um milagre – deixar os cabelos bem estirados num “rabinho-de- cavalo” - se fizesse isso sempre acredito que ela seria uma japonesa sarará de olhos azuis, pois eu puxo tanto os cabelos que os olhos ficam esticados kkkkk... Fica linda minha princesa!!! Toda feliz porque está de tênis. Para ela esse sapato significa passeio, sair... São 5,00 hs da tarde, agora é a vez de pentear os cabelos de Jujuba – ai o estresse é insuportável começa a “lengalenga” – Aí minha vó ta doendo, você ta puxando muito, eu vou soltar o cabelo... e por aí vai. Finalmente chegamos a um consenso e os cabelos entram na linha. Aff... Vou dar mais uma varrida na casa – ô casinha que suja, já é a quarta vez que passo a vassoura ... Hora de tomar banho, meu corpo está todo dolorido, a hérnia está cada vez maior... Ai quem me dera pudesse me deitar depois desse banho quentinho... Falta pouco Margarida, falo comigo mesma, já, já João e as duas chegam. De fato às 6,30 hs chegam os três. Jarli está com um semblante cansado, toda dolorida, deita no sofá, a mãe lhe tira as botas, jogo uma manta em cima dela, Mariazinha, quer colo de mãe, mas a mãe não agüenta nada, eu tenho que me virar do avesso para ela não ir para cima da mãe, brinco, digo que a mamãe tá dodói, mas ela não quer saber, aí encarno o meu personagem “feitor”, pego a sandália, falo sério, e não deixo ela subir na mãe – morro de dó , mas não tem outro jeito, Jarli nem consegue abrir os olhos. Chega Carol – pronto acabou-se o restinho de sossego, a menina apronta - estou com fome não posso esperar diz ela, começa a gaiatice, fala alto, reclama de tudo... Dança na frente da TV, Júlia entra no clima e o sossego só chega um pouco novamente na hora da novela Carrossel. Entre um intervalo e outro da novela, já mando Jujuba escovar os dentes e vestir uma parte da roupa que vai para a escola no outro dia – ganho tempo quando ela já dorme de leg e a blusa de manga comprida.. Ufa... To cansadíssima, não quero nem assistir a novela das nove, escovo meus dentes, coloco a farda de Jujuba na sala, sacola, pente, escova, botas... visto minha roupa de dormir – calças, camisola, meias, casaco... Tomo meu tarja preta, - boa noite família, entro debaixo do lençol, puxo o edredom, coloco meu cel para ouvir umas "musiquinhas" sertanejas até pegar no sono... Até amanhã às 5,30 hs para mais um dia de “Aquenta Sessentona".
Bom Dia meu povo... São 7,10 hs da manhã de sexta feira dia 22-06-2012, ontem não me sobrou um "naco” de tempo para contar sobre a minha odisséia do dia. Vamos lá então. Acordei às 5,30 hs da manhã, começa a grande luta que vocês já conhecem - acordar Jujuba para ir à escola. Depois que João sai com ela, faço o café e fico aguardando ele chegar com o pãozinho quentinho tirado do forno na hora - essa é a parte melhor do dia..... Tino como sempre tem que levantar cedo para ir trabalhar, aí é outra luta, nunca deixa nada pronto, tudo que ele precisa para se arrumar e trabalhar está nos quatro cantos da casa, (fico imaginando se as casas fossem redondas, não sei como seria para procurar as tralhas dele) Tenho que dar conta, até de um pedaço de papel que ele rabiscou um endereço de um cliente - o pai já comprou classificadores para ele colocar os trecos, mas não adianta. Começa - minha mãe onde está meu cabo do cel, minha mãe minha farda de trabalho, não estou achando nenhuma no guarda-roupa... (não procura direito) - Ah minha mãe eu não sei onde colocaram meu fone de ouvido e eu não sei trabalhar sem ele. Sem pedir licença desconecta o meu do note book, eu reclamo, digo que não vou emprestar, ele diz que é ruindade.... Daí a pouco acha o dele no chão, lógico, põe a culpa em alguém, só não foi ele. Lembro que ele precisa ir ao cartório pegar autorização para as filhas viajarem com Zelito - Isso eu já tinha pesquisado a norma, preenchido e impresso o formulário – dois, pois têm que ser individuais, explico tudo para ele... Graças a Deus ele sai para o trabalho. Enquanto isso... João, Jarli e a mãe dela estão se arrumando para irem mais uma vez levar Jarli para fazer mais uma bateria de exames. Mariazinha começa a choramingar... Ainda bem que já estava com o mingau pronto, dou a ela, ela volta a dormir - obrigada meu Jesus Cristinho... Já pensou essa criatura acordada às 6,30 hs da manhã? Zelito acorda, faz massagens nas minhas costas - bêbado de sono... Matheus, o filho de Jarli pegou uma gripe daquelas, começa a ter um acesso de tosse incontrolável, corro para dar um remédio - muito bom - percebo que ele está com febre, volto com dipirona e forço ele tomar o comprimido. Ele volta a dormir, acordo Carol - aí a casa pega fogo - ô menininha que fala e reclama de tudo, e as horas vão passando, já é quase meio dia. Um parágrafo a parte:
Jujuba não foi para a escola ontem porque eu estava com tantas dores que tomei dois tarjas pretas – o famoso Rivotril - não vou pra cama sem ele - e um comprimido de dipirona, confiei no galo infernal - despertador de Tino - e o despertador de João, azar o meu, justamente ontem, os celulares estavam descarregados. Eu não preciso de despertador para acordar, posso dormir tarde que seja, mas, com dois comprimidos de rivotril de 2mg só se eu fosse elefante. Jarli acorda para se arrumar e diz - são 6,20 hs perdeu o horário minha sogra?- Levanto num salto, mas percebo que não dá mais tempo, Jujuba é muito lenta para se arrumar.
Vou cuidar de arrumar a casa – só para arrumar o quarto levo mais de uma hora, muito cobertor para dobrar, sapatos para por no lugar o quarto à noite vira um circo, com direito até a trapézio para sacolas, arrumo o resto da casa, varro, as horas passam rápido, hora do almoço, tem frango e ensopado de boi, feijão, arroz e salada... Carol implica, diz que só come frango com macarrão, resolve comer ensopado com feijão, larga a comida toda, diz que a carne tem gordura - nada de gordura apenas uns poucos nervos. Jujuba por sua vez também resolve agir da mesma forma, eu começo perder a paciência... Carol espera a Van chegar para levá-la e nada... Sinto que ela está amando, pois com certeza a van não virá buscá-la para a escola, como Jujuba não foi ela também acha que não deve ir. Deus do céu, lembrei, esquecemos de ligar para a tia da Van!!! Jujuba não foi para a Escola, fim do mundo, a pobre da criatura deve estar lá procurando por ela. Ligo para Tino, preciso do telefone da criatura, ele me enche de carão e ainda me diz que anotou em um pedaço de papel, e que não sabe onde colocou. Ai que raiva!!! Ligo para Jarli que também não sabe – aliás, essa atualmente não sabe de nada, nem da pobre da Mariazinha ela tem ânimo para saber dela. Começa a corrida por um pedaço de papel anotado com o número do telefone da Van. Eu e Zelito... Amém meu Deus, encontro o bendito do papel, Zelito liga, pede desculpas e diz que não precisa pegar Carol para não atrasar mais. Ele vai levar Carol (ela deve ter ficado p da vida, esperava não ir) à escola e pede para eu ligar para a senhora para não se esquecer de pegá-la à noite. Antes Carol tinha me dito que estava com cólicas, achou que ia menstruar, me pede um absorvente... Ouço um berro no banheiro - de quem? Carol - minha vó eu não sei colocar isso. Ai meu Deus, desde os trinta e sete anos que não tenho mais menstruação!!! No meu tempo os absorventes eram diferentes - enormes – coloco o absorvente na calcinha, ajusto tudo direitinho, Carol começa a se queixar, que aquilo está incomodando ela, e puxa toda hora e me diz que saiu do lugar, estou a mil por hora, digo para ela -Pior era no meu tempo que os absorventes eram enormes, você tem que se acostumar minha filha. Ela não entende, fecha a cara e coloca meio metro de bico, mas resolve deixar o absorvente quieto no lugar, teria aula de Educação física, ensino tudo direitinho a ela, Zelito percebe e ainda reforça nos cuidados que ele tem que ter. (à noite fico sabendo que foi alarme falso). Mais um desespero - dar comida a Mariazinha, deixo logo à sandália a postos, ligo a TV no desenho dela e começa o doloroso empreendimento, mas não é que Deus teve pena de mim? Enquanto assistia, eu ia dando a comida - pela primeira vez eu acho que na vida dela, comeu a comida toda. Olho Matheus, percebo que está mole, dou mais uma medicação, Zelito arranja umas meias para ele. Pelo menos consegue almoçar um pouco - quer dizer, pouco para ele, que é uma avestruz pra comer. Arrumo o quarto e coloco ele para deitar. Dorme a tarde toda. Jujuba não deu trabalho foi brincar com a sacola dela cheia de tralhas na garagem. Deus mais uma vez comanda a casa, e Mariazinha fica sossegada... Faz cocô , troco a fralda, assiste desenhos, daí a pouco começa a chorar – Já sei, é sono, ponho-a no colo e começo a embalá-la com minhas músicas dos tempos de criança. Eu tenho a impressão que criança gosta de voz rouca e destoada, ela dorme em minutos, coloco-a na cama, enrolo-a toda na manta dela... Ufa mais uma tarefa cumprida. Quase 3,00 hs, vou fazer uma vitamina de morangos fresquinhos para o lanche... Jujuba vai logo falando naquela linguagem dela do “X” – Eu não “goxto de morangos de frutas eu “goxto” de “xuco” de pó de morango. Pode? - Ta bem Jujuba come então uma banana, ou uma maçã ou danone, ela prefere o danone, dou dois potinhos, ela me diz: – ta muito pouco não deu, eu quero biscoitos cream crak. – Ok Jujuba pega lá na biscoiteira... Meu limite a essa altura estava quase completo. Vou ver Matheus pergunto se ele quer lanchar alguma coisa – não, responde ele . Ta realmente muito gripado e o pior cansando bastante, já fico imaginando se tiver que levá-lo a um posto médico, com certeza vai sobrar para Zelito, ajeito uns travesseiros para ele e o coloco numa posição quase sentado. Ele melhora e resolve tomar banho – um desastre – Matheus inventa de lavar a cabeça, não demora muito, começa a cansar novamente a fica com o nariz todo entupido, Mariazinha acorda, mas, tal qual um anjinho toma toda a mamadeira de vitamina de morangos e vai brincar na sala. Hora do banho, eu tenho limites físico, não consigo me agachar para dar banho em Mariazinha, mas minha auxiliar, Jujuba faz isso com muita propriedade, banhou direitinho Mariazinha.... Ouço um choro, vou correndo para o banheiro, nada demais, apenas a criaturinha a quem carinhosamente chamamos de “Deus de Caçolinha”, simplesmente empaca para não sair do banho. Pego na força e começo a arrumá-la – quero que a mãe e o pai quando chegarem encontrem ela toda arrumadinha - essa criança só vive descabelada e descalça, falo sério com ela - se tirar os sapatos vai tomar umas chineladas.... começo a vesti-la, esqueço o tênis na área de serviço, volto para buscá-lo, quando chego no quarto o estrago: a criaturinha conseguiu abrir o perfume e jogou na roupa, nos cabelos e na cama.... Falo – ai meu Deus me daí paciência. Ok, paciência concedida, chega a pior hora, pentear os cabelos – ô cabelinho rebelde. Ponho óleo de Argon, pego a escova grande da mãe, e mãos à obra, puxo na frente, puxo atrás, dos lados, a Xuxa já no meu braço, consigo um milagre – deixar os cabelos bem estirados num “rabinho-de- cavalo” - se fizesse isso sempre acredito que ela seria uma japonesa sarará de olhos azuis, pois eu puxo tanto os cabelos que os olhos ficam esticados kkkkk... Fica linda minha princesa!!! Toda feliz porque está de tênis. Para ela esse sapato significa passeio, sair... São 5,00 hs da tarde, agora é a vez de pentear os cabelos de Jujuba – ai o estresse é insuportável começa a “lengalenga” – Aí minha vó ta doendo, você ta puxando muito, eu vou soltar o cabelo... e por aí vai. Finalmente chegamos a um consenso e os cabelos entram na linha. Aff... Vou dar mais uma varrida na casa – ô casinha que suja, já é a quarta vez que passo a vassoura ... Hora de tomar banho, meu corpo está todo dolorido, a hérnia está cada vez maior... Ai quem me dera pudesse me deitar depois desse banho quentinho... Falta pouco Margarida, falo comigo mesma, já, já João e as duas chegam. De fato às 6,30 hs chegam os três. Jarli está com um semblante cansado, toda dolorida, deita no sofá, a mãe lhe tira as botas, jogo uma manta em cima dela, Mariazinha, quer colo de mãe, mas a mãe não agüenta nada, eu tenho que me virar do avesso para ela não ir para cima da mãe, brinco, digo que a mamãe tá dodói, mas ela não quer saber, aí encarno o meu personagem “feitor”, pego a sandália, falo sério, e não deixo ela subir na mãe – morro de dó , mas não tem outro jeito, Jarli nem consegue abrir os olhos. Chega Carol – pronto acabou-se o restinho de sossego, a menina apronta - estou com fome não posso esperar diz ela, começa a gaiatice, fala alto, reclama de tudo... Dança na frente da TV, Júlia entra no clima e o sossego só chega um pouco novamente na hora da novela Carrossel. Entre um intervalo e outro da novela, já mando Jujuba escovar os dentes e vestir uma parte da roupa que vai para a escola no outro dia – ganho tempo quando ela já dorme de leg e a blusa de manga comprida.. Ufa... To cansadíssima, não quero nem assistir a novela das nove, escovo meus dentes, coloco a farda de Jujuba na sala, sacola, pente, escova, botas... visto minha roupa de dormir – calças, camisola, meias, casaco... Tomo meu tarja preta, - boa noite família, entro debaixo do lençol, puxo o edredom, coloco meu cel para ouvir umas "musiquinhas" sertanejas até pegar no sono... Até amanhã às 5,30 hs para mais um dia de “Aquenta Sessentona".
Desafiando Limites VI
Bom dia meu Povo, mais um dia de frio, João leva Jujuba para a escola, ela quase que não quer acordar, vesti as roupas todas com ela dormindo, pentei-lhe os cabelos e ajudei-a a escovar os dentes e ela não abria os olhos, lavei-lhe o rosto e nada. Ah, um detalhe... Com esse frio todo aqui em SP não dá para baiano tomar banho para ir à escola pela manhã ( seis horas) Só um banho à tarde é o suficiente, mesmo assim até às 16,00 hs kkkkkk
Desafiando Limites V
Ontem, tinha programado sair com as crianças, já que a mãe de Jarli vai passar dez dias por aqui, ia aproveitar um pouco da liberdade... Quem disse? Passei a noite toda gemendo de dores pelo corpo todo sem contar com uma puta dor de cabeça, daquelas que dás vontade de arrancar os cabelos e sair correndo feito louca. Não deixei João dormir, ele me falava para eu levantar para tomar um analgésico, não conseguia levantar-me, e ele, coitado, estava em uma posição no quarto, que parecia mais sardinha enlatada, ficou preocupado de incomodar a mãe de Jarli que dormia com o neto no colchão no chão..... Consegui levantar às 11, hs - ainda bem que era sábado e não tinha aula, já pensou se fosse dia útil? Acho que Jujuba não iria para a escola- João me receitou um analgésico - além de ser meu grande amor, grande companheiro, é o meu médico nessas horas emergenciais. melhorei, mas a cabeça parece que tá inchada, tanto é o peso que estou sentindo. Almocei muito bem , o almoço estava delicioso (Zinho não fique com ciúmes) mas a mãe de Jarli caprichou... Coitada, acordou e dominou a cozinha - bom para João que só cuidou do café - eu consegui colocar as fardas das meninas na máquina e mais algumas peças de roupas delas e agora estamos eu Jarli e a pentelha da Mariazinha - Zelito achou um nome apropriado para essa criança "Deus de caçolinha" me acabei de rir. Quando tem uma pessoa muito danada chamamos o Cão de caçolão- conhecem esse adágio? Então Zelito achou que não cabia para ela essa alcunha já que é tão inocente e deu-lhe e apropriou-lhe de "Deus de cauçolinha"....... Nunca vi uma criança tão travessa, e pra piorar ainda é malcriada, autoritária e metida a independente, como não sabe falar se expressa com as mãos como se fosse um passarinho querendo voar. Eu resolvi chamá-la de a talzinha Bem-te-vi enviada do céu, onde lá pelos campos este pássaro é malcriado. Bem por hoje é isso... Estou no molho.
Ontem, tinha programado sair com as crianças, já que a mãe de Jarli vai passar dez dias por aqui, ia aproveitar um pouco da liberdade... Quem disse? Passei a noite toda gemendo de dores pelo corpo todo sem contar com uma puta dor de cabeça, daquelas que dás vontade de arrancar os cabelos e sair correndo feito louca. Não deixei João dormir, ele me falava para eu levantar para tomar um analgésico, não conseguia levantar-me, e ele, coitado, estava em uma posição no quarto, que parecia mais sardinha enlatada, ficou preocupado de incomodar a mãe de Jarli que dormia com o neto no colchão no chão..... Consegui levantar às 11, hs - ainda bem que era sábado e não tinha aula, já pensou se fosse dia útil? Acho que Jujuba não iria para a escola- João me receitou um analgésico - além de ser meu grande amor, grande companheiro, é o meu médico nessas horas emergenciais. melhorei, mas a cabeça parece que tá inchada, tanto é o peso que estou sentindo. Almocei muito bem , o almoço estava delicioso (Zinho não fique com ciúmes) mas a mãe de Jarli caprichou... Coitada, acordou e dominou a cozinha - bom para João que só cuidou do café - eu consegui colocar as fardas das meninas na máquina e mais algumas peças de roupas delas e agora estamos eu Jarli e a pentelha da Mariazinha - Zelito achou um nome apropriado para essa criança "Deus de caçolinha" me acabei de rir. Quando tem uma pessoa muito danada chamamos o Cão de caçolão- conhecem esse adágio? Então Zelito achou que não cabia para ela essa alcunha já que é tão inocente e deu-lhe e apropriou-lhe de "Deus de cauçolinha"....... Nunca vi uma criança tão travessa, e pra piorar ainda é malcriada, autoritária e metida a independente, como não sabe falar se expressa com as mãos como se fosse um passarinho querendo voar. Eu resolvi chamá-la de a talzinha Bem-te-vi enviada do céu, onde lá pelos campos este pássaro é malcriado. Bem por hoje é isso... Estou no molho.
Desafiando Limites IV
São 5.13 h da manhã levantei às 4,30, coloquei roupa na máquina para lavar, fiz um cafezinho novo para meu filho que vai sair às 6,00 h para trabalhar.... Estou lendo as notícias do dia é a única hora que tenho tempo. Já já é hora de acordar Jujuba para arrumar para a escola. .... Enquanto isso espero o pão esquentar para poder colocar na mesa...... Está começando mais um dia, já fiz o mingau da Mariazinha não demora muito e ela vai berrar...
São 5.13 h da manhã levantei às 4,30, coloquei roupa na máquina para lavar, fiz um cafezinho novo para meu filho que vai sair às 6,00 h para trabalhar.... Estou lendo as notícias do dia é a única hora que tenho tempo. Já já é hora de acordar Jujuba para arrumar para a escola. .... Enquanto isso espero o pão esquentar para poder colocar na mesa...... Está começando mais um dia, já fiz o mingau da Mariazinha não demora muito e ela vai berrar...
Desafiando Limites III
Bem gente, vou colocar o corpo no horizontal... Exausta, o frio aqui em Sampa melhorou um pouco, mas a sapeca da Mariazinha achou que 4 hs da manhã era hora de todos mundo pular da cama, e botou a boca no trombone... Levantei cambaleando de sono para fazer o tal do "tetê" que nada mais é que um mingau de Mucilon... Arrre... Que raiva, meu querido filho Tino o último a deitar, tinha dado o "tetê" para ela, deixou o liquidificador sujo, e a mamadeira... A água estava gelada, Maria berrava, Zelito acordou, a mamadeira sumiu, eu não sabia onde tinha colocado... Procura eu procura Zelito, conseguimos achá-la no chão, tinha caído e eu bêbada de sono não percebi.. A danada tomou o mingau em um minuto, e graças a Deus foi dormir, mas não demorou muito era hora de levantar novamente, Acordar Jujuba, que a essa altura só se queixava que estava morrendo de sono pois Maria não tinha deixado ela dormir direito. Arrumei Júlia (é um mundo de agasalho, a menina fica parecendo um tonel de tanta roupa.... kkkkk João leva ela para escola... Enquanto ele vai com ela providencio esquentar água para fazer café (eu não faço, mas já adianto) ele já tinha lavado todos a louça da noite - coitado, esquentou água para lava, não aguentou a água gelada. Quando ele voltou da escola de Jujuba eu já tinha enxugado a louça da noite passada, dado um jeito no horror da cozinha e ele fez o café pois a água já estava no ponto, aproveitei o pãozinho quente e tomamos nosso café. Fui dormir mais um pouquinho, Carol levanta às 9 hs, mas não consegui levantar, pedi a João para chamá-la e só consegui sair da cama às onze, cuidei de arrumar e varrer a casa , e lavar os panos de chão (tenho horror a pano de chão sujo pelos cantos) Amanhã dia de lavar muita roupa. Já estou imaginando. Ainda bem que a máquina pega 12 kg... Não quero nem saber se a gola ficou limpa ou se as meias lavaram direito ou se a bainha das calças limparam, o importante é está cheirosa. São três vezes de máquina ligada, uma para calças jeans, outra para roupas diversas e depois vem a roupa das crianças, aí vai de tudo, fraldas, sapameias, pantufas, roupas, calcinhas... Ai... Chega.... Até amanhã com mais um dia de loucura, sem contar que quando Carol e Tino estão juntos a coisa piora.... fui
Bem gente, vou colocar o corpo no horizontal... Exausta, o frio aqui em Sampa melhorou um pouco, mas a sapeca da Mariazinha achou que 4 hs da manhã era hora de todos mundo pular da cama, e botou a boca no trombone... Levantei cambaleando de sono para fazer o tal do "tetê" que nada mais é que um mingau de Mucilon... Arrre... Que raiva, meu querido filho Tino o último a deitar, tinha dado o "tetê" para ela, deixou o liquidificador sujo, e a mamadeira... A água estava gelada, Maria berrava, Zelito acordou, a mamadeira sumiu, eu não sabia onde tinha colocado... Procura eu procura Zelito, conseguimos achá-la no chão, tinha caído e eu bêbada de sono não percebi.. A danada tomou o mingau em um minuto, e graças a Deus foi dormir, mas não demorou muito era hora de levantar novamente, Acordar Jujuba, que a essa altura só se queixava que estava morrendo de sono pois Maria não tinha deixado ela dormir direito. Arrumei Júlia (é um mundo de agasalho, a menina fica parecendo um tonel de tanta roupa.... kkkkk João leva ela para escola... Enquanto ele vai com ela providencio esquentar água para fazer café (eu não faço, mas já adianto) ele já tinha lavado todos a louça da noite - coitado, esquentou água para lava, não aguentou a água gelada. Quando ele voltou da escola de Jujuba eu já tinha enxugado a louça da noite passada, dado um jeito no horror da cozinha e ele fez o café pois a água já estava no ponto, aproveitei o pãozinho quente e tomamos nosso café. Fui dormir mais um pouquinho, Carol levanta às 9 hs, mas não consegui levantar, pedi a João para chamá-la e só consegui sair da cama às onze, cuidei de arrumar e varrer a casa , e lavar os panos de chão (tenho horror a pano de chão sujo pelos cantos) Amanhã dia de lavar muita roupa. Já estou imaginando. Ainda bem que a máquina pega 12 kg... Não quero nem saber se a gola ficou limpa ou se as meias lavaram direito ou se a bainha das calças limparam, o importante é está cheirosa. São três vezes de máquina ligada, uma para calças jeans, outra para roupas diversas e depois vem a roupa das crianças, aí vai de tudo, fraldas, sapameias, pantufas, roupas, calcinhas... Ai... Chega.... Até amanhã com mais um dia de loucura, sem contar que quando Carol e Tino estão juntos a coisa piora.... fui
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